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Sente rigidez ao levantar ou dificuldade em dobrar os joelhos? Pode ser perda de mobilidade articular

Sente rigidez ao levantar ou dificuldade em dobrar os joelhos? Pode ser perda de mobilidade articular

O que é a mobilidade articular e porque é diferente de flexibilidade

A mobilidade articular é a capacidade que as articulações do corpo têm de se movimentar dentro da sua amplitude natural, nos diferentes planos de movimento. Não depende apenas dos ossos e da cartilagem que existe entre eles, mas também da flexibilidade dos músculos que auxiliam cada movimento.

É comum confundir mobilidade articular com flexibilidade, mas são conceitos distintos. A flexibilidade refere-se à capacidade dos músculos se alongarem, como acontece quando se consegue tocar nos pés sem dobrar os joelhos. A mobilidade vai mais longe: envolve força, controlo e estabilidade ao longo desse movimento. É a diferença entre conseguir fazer um agachamento profundo de forma controlada e segura, e simplesmente conseguir alongar uma perna em repouso.

Na prática, quanto melhor for a mobilidade articular, melhor é a execução de todos os movimentos do dia a dia, desde os mais simples, como virar a cabeça, até aos mais complexos, como correr ou levantar uma caixa do chão.

Porque é que a mobilidade articular diminui com a idade?

O processo é gradual e começa mais cedo do que a maioria imagina. Os primeiros sinais costumam aparecer por volta dos 40 anos e tornam-se mais evidentes aos 50. Com o envelhecimento, ocorre um processo degenerativo natural dos ossos e das camadas de cartilagem entre as articulações, a que se junta uma menor produção de líquido sinovial, responsável pela lubrificação articular.

Para as mulheres, este processo pode acelerar após a menopausa, altura em que a queda dos níveis de estrogénio tem impacto direto na saúde óssea e articular. A artrose, por exemplo, tem uma prevalência maior nas mulheres, afetando sobretudo mãos e joelhos. Dados da Sociedade Brasileira de Reumatologia indicam que, aos 75 anos, cerca de 85% das pessoas têm evidência clínica ou radiológica desta condição.

O sedentarismo agrava significativamente este percurso. Quando o corpo não é estimulado com regularidade, as articulações perdem amplitude, os músculos enfraquecem e a rigidez instala-se mais rapidamente. A perda de mobilidade articular pode interferir em atividades tão básicas como tomar banho, pentear o cabelo, sentar e levantar de uma cadeira ou subir escadas.

Exercícios para melhorar a mobilidade articular: por onde começar

A boa notícia é que a perda de mobilidade articular pode ser atenuada com exercício regular e bem orientado. Os especialistas são unânimes: manter o corpo ativo é o que permite preservar a função articular ao longo do tempo. O erro mais comum é evitar o movimento quando surgem dores ou rigidez. A recomendação é precisamente o contrário.

Os exercícios devem ser feitos de forma lenta e progressiva, aumentando gradualmente a amplitude. Os especialistas recomendam uma frequência mínima de três vezes por semana, com dez a vinte repetições por exercício. Qualquer programa de exercício deve ser acompanhado por um profissional de saúde, especialmente quando já existem dores ou limitações diagnosticadas.

Exercício 1: Mobilidade das ancas

O alongamento em posição de avanço é um dos exercícios mais eficazes para esta zona. Dá-se um passo largo para a frente, mantendo o pé traseiro no chão e o joelho da perna da frente dobrado, com as ancas baixas e uma ligeira inclinação para a frente. Este movimento ajuda a abrir as ancas e a recuperar amplitude nesta articulação, uma das mais afetadas pelo tempo prolongado sentado.

Exercício 2: Mobilidade dos ombros

As rotações dos ombros com apoio de um elástico são indicadas para aumentar a amplitude de movimento nesta zona. Com as mãos afastadas à largura dos ombros, move-se o elástico por cima da cabeça até as mãos passarem para trás do corpo. Este exercício melhora simultaneamente a flexibilidade torácica, que tende a diminuir com a postura sentada prolongada.

Exercício 3: Mobilidade da coluna

A torção do tronco em posição sentada é um exercício simples e eficaz. Com as pernas cruzadas ou esticadas, roda-se lentamente o tronco para um lado, segurando o joelho oposto com a mão, e repete-se para o outro lado. Ajuda a melhorar a rotação e a flexibilidade da coluna, zonas que perdem mobilidade com rapidez quando não são trabalhadas regularmente.

Exercício 4: Mobilidade dos tornozelos

A flexão dorsal do tornozelo contra uma parede é um exercício essencial, frequentemente ignorado. Em posição de avanço com o pé da frente próximo da parede, tenta-se empurrar o joelho em direção à parede sem levantar o calcanhar. A mobilidade do tornozelo é determinante para movimentos como o agachamento: quando esta articulação não tem amplitude suficiente, o corpo compensa sobrecarregando os joelhos e o quadril.

Alimentação, suplementação e saúde articular: o que a ciência diz

O exercício físico é essencial, mas não age sozinho. A saúde articular depende também de uma nutrição adequada que suporte a produção de colagénio, a manutenção da densidade óssea e o controlo da inflamação.

Nutrientes como o cálcio, a vitamina D, o magnésio e o colagénio têm um papel documentado na saúde dos ossos e das articulações. O problema é que as necessidades de cada mulher variam consoante a fase de vida, o historial clínico, a medicação em curso e os hábitos diários. Um suplemento genérico pode não estar a responder às necessidades reais de quem o toma.

A MyFormula desenvolve fórmulas de suplementação personalizadas para a saúde dos ossos e articulações, criadas a partir de um questionário clínico que analisa o perfil individual de cada cliente. A fórmula é desenvolvida por uma equipa de médicos, nutricionistas e farmacêuticos, ajustada às necessidades específicas de cada pessoa e revista mensalmente.

Para perceber se a suplementação personalizada faz sentido para o seu caso, pode começar pelo questionário clínico gratuito da MyFormula.

Perguntas frequentes sobre mobilidade articular

A partir de que idade devo preocupar-me com a mobilidade articular?

Os primeiros sinais de perda de mobilidade podem aparecer a partir dos 40 anos. No entanto, investir na saúde articular antes de surgirem sintomas é sempre mais eficaz do que intervir depois. Manter uma rotina de movimento regular é a melhor prevenção ao longo de toda a vida adulta.

Qual é a diferença entre mobilidade articular e flexibilidade?

A flexibilidade é a capacidade dos músculos se alongarem. A mobilidade articular envolve também força e controlo ao longo desse movimento, o que a torna mais relevante para a funcionalidade no dia a dia e para a prevenção de lesões.

A artrose afeta a mobilidade articular?

Sim. A artrose é uma condição degenerativa que causa desgaste da cartilagem entre as articulações, limitando o movimento e provocando dor. O exercício adequado, o controlo do peso e o acompanhamento médico podem abrandar a progressão e aliviar os sintomas.

A suplementação personalizada pode ajudar na saúde das articulações?

Certos nutrientes têm um papel relevante na saúde óssea e articular, como a vitamina D, o cálcio, o magnésio e o colagénio. A eficácia de um suplemento depende das necessidades individuais de cada pessoa. A MyFormula cria fórmulas personalizadas com base no perfil clínico de cada cliente, permitindo uma abordagem mais precisa e adequada ao seu corpo.

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